HISTÓRIAS DE PIRATAS

Eles não tinham pátria.
Eram ladroes do mar. Cruéis e sanguinários,
capturavam e saqueavam navios que transportavam mercadorias,
ouro, escravos ou qualquer outra riqueza que os reinos levassem
para o mar. Algumas viraram lendas: Barba roxa, Jean Lafitte
Desde os tempos antigos os
piratas atacavam em todos os oceanos do mundo. Eram homens
rudes, adoravam beber e lutar. Seus navios eram conhecidos
de longe, no mastro mais alto se agitava Jolli Roger: a bandeira
negra com caveira e dois ossos cruzados.
Khair-ed-Din, o famoso Barba
Roxa, e seus homens tornaram-se os piratas mais temidos do
Mediterrâneo. Com seus navios cercavam e roubavam os
navios do sultão Selim, seqüestravam suas esposas
e depois afundavam os barcos com seus escravos.
O único meio que o sultão
achou de parar a Barba Roxa foi nomeá-lo governador
de Argel. Com poder, ouro e mulheres, Barba Roxa abandonou
o mar.
Jean Lafitte por sua vez era
um corsário: um pirata sim, mas que servia aos interesses
de uma nação, os Estados Unidos. Jean Laffite
era belo e galante, seu fraco eram moedas de ouro e mulheres.
Tornou-se um herói quando ajudou as forças americanas
a defenderem Nova Orleans contra invasores.
Mas ninguém amou mais
o mar e a pirataria como capitão Flik. Desde jovem
era marujo da marinha inglesa. Um dia porém, revoltado
com maus tratos se injustiças do seu capitão,
abandonou o navio. Considerado um traidor, reuniu homens ferozes
e fortes, capitão Flik ganhou fama como mais jovem
pirata. Corajoso e destemido, muitas vezes lutou com outros
piratas para ser respeitado. Abordava os navios mercantes,
saqueava, incendiava os navios e soltava escravos, que mais
tarde se transformavam em seus marujos.
Depois de grandes roubos, Flik
e seus homens iam para Ilha da Caveira. Repartiam o tesouro,
bebiam e cantavam até cansar.
Certa ocasião Flik atacou
um navio que levava a jovem noiva de um rei. A intenção
de Flik era pedir um resgate, mas quando viu a bela Maria
Antonieta, apaixonou-se perdidamente. Levou-a para sua ilha
e fez dela sua esposa.
Flik atacou em todos os mares.
Construiu as paredes de seu castelo com tesouros vindos de
todas as partes do mundo. Fez até uma sala cheia de
espelhos para sua vaidosa esposa. Enterrou boa parte de sua
fortuna, e deixou o galeão na Ilha da Caveira como
símbolo do seu poder.
Viveu feliz muitos anos
e desapareceu no mar, se morreu, ninguém sabe. Alguns
juram que ainda podem vê-lo em pé sobre o seu
navio, comandando seus homens.